Como evitar crises hídricas com a gestão inteligente da água

Com regiões por todo o mundo sofrendo com a escassez da água, torna-se cada vez mais urgente o uso de tecnologias de gestão inteligente que priorizam o melhor aproveitamento dos recursos hídricos.   

A água é uma substância natural finita, ou seja, pode acabar se desperdiçada. 

Para que isso não aconteça, é necessária uma boa gestão desse recurso, prevendo a curto e longo prazo a sua disponibilidade para todos. 

Quando não há a gestão adequada e também por influência de outros fatores, como a disponibilidade hídrica de cada região, vemos situações em que as fontes de água de uma região secam, o que chamamos de crise hídrica. 

Uma crise hídrica não se manifesta apenas no desconforto de não ter água disponível a qualquer momento ou no aumento das contas de água.

É um problema que vai além, com diversos setores da sociedade e ecossistemas afetados. 

Mas, por que a crise acontece? Existem meios para mudar esse cenário? É o que vamos responder para você neste artigo. 

Principais causas da crise hídrica no Brasil 

Segundo um estudo do Instituto Trata Brasil, feito a partir dos dados de 2019 do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o nosso país desperdiça 39,2% de toda a água potável captada, quantidade suficiente para abastecer mais de 63 milhões de pessoas ao ano. 

Esse desperdício ocorre por questões como falta de manutenção dos equipamentos, sistemas de saneamento ineficientes, uso de materiais de pouca qualidade, pressão de água elevada, extravasamento e vazamento nos reservatórios, e ligações clandestinas. 

Outros fatores que colaboram para a falta de água estão relacionados ao crescimento da população, aumento da urbanização, poluição do solo e de reservas hídricas e mudanças climáticas decorrentes do desequilíbrio de ecossistemas, entre outros.  

No Brasil de 2021, dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a pior crise hídrica do país em 91 anos está acontecendo agora e afeta diretamente o nível dos reservatórios dos subsistemas elétricos.  

Como a tecnologia pode mudar esse cenário 

A crise hídrica está entre os cinco principais riscos globais, ano após ano, desde 2012, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial.   

Para combater esse problema, existem diversas frentes de ação.

Uma delas é a transformação digital das concessionárias de água, que precisam repensar a forma como planejam e mantêm sua infraestrutura hídrica. 

Muitas estão adotando a gestão digital da água – uma transformação digital rumo a tecnologias de gestão inteligente, que variam de soluções de Big Data ao gerenciamento avançado de redes de distribuição.  

A integração de dados de sensores de vários sistemas de infraestrutura de estações, por exemplo, permite a visualização de uma única versão do todo, e não apenas dos ativos individuais separados.  

Essas tecnologias auxiliam na coleta, armazenamento e tratamento de água e esgoto, no planejamento e gestão de bacias hidrográficas e no aproveitamento da energia do tratamento de água, tornando possível a transformação das cidades, com processos que melhoram o saneamento básico, a gestão dos resíduos sólidos e a eficiência energética. 

Projeto-de-infraestrutura-urbana-com-sobreposição-e1634554901812 Como evitar crises hídricas com a gestão inteligente da água

Projeto de infraestrutura urbana com sobreposição.

Como a gestão digital da água amplia a eficiência de estações 

Na maioria das estações, o tratamento de esgoto começa quando a água flui dos esgotos e das galerias de água pluvial para uma unidade de pré-tratamento, onde é filtrada para remoção de pedras e outras substâncias inorgânicas.  

Produtos químicos e a gravidade precipitam partículas sólidas em suspensão, que são retiradas por bombeamento e processadas separadamente.  

A água restante flui para uma estação de tratamento biológico que retira, por meio de aeração, os nutrientes relacionados ao fósforo e nitrogênio.

Pode haver processos complementares de sedimentação ou filtragem para retirada de outras partículas sólidas em suspensão. 

Dependendo dos requisitos regulatórios, em seguida a água pode ser clorada ou desinfetada por UV e, então, lançada em um rio ou usada para serviços não potáveis, como irrigação de campos de golfe.  

Processos complementares de filtragem e tratamento podem tornar a água adequada para uso potável indireto, em que a água tratada é devolvida ao ciclo hidrológico por injeção em águas subterrâneas ou é bombeada até uma estação de tratamento de água para que chegue aos níveis de qualidade da água potável. 

Há muito tempo as estações já utilizam a automação para otimizar esses processos de tratamento de água, eliminando a coleta manual de dados. 

Sensores de pressão, medidores de vazão e outros dispositivos (usados para medir cloro, pH residual na água e outras características) alimentam sistemas automatizados de controle da estação que ligam e desligam bombas, fazem a retrolavagem de filtros e ajustam as taxas de alimentação de produtos químicos.  

Os conceitos de gestão digital da água ampliam o uso desses dados para integrá-los a informações operacionais relacionadas e algoritmos de otimização a fim de oferecer suporte a operações aprimoradas, tanto da perspectiva da qualidade quanto de custos. 

Melhor integração e compartilhamento de dados 

À medida que os dados se tornam mais integrados, a partir do uso de softwares e metodologias como o BIM e GeoBIM, é possível então aplicar análises e inteligência artificial a fim de melhorar as operações de água, garantir mais sustentabilidade e controlar os custos do início ao fim do ciclo.  

Outro benefício é que aos poucos os operadores das estações passam a perceber as relações entre os conjuntos de dados.  

Assim, é possível identificar a correlação e a causalidade entre aspectos de um sistema que os humanos não conseguem identificar com facilidade, permitindo otimizar as operações e também simular o impacto das decisões antes que sejam implementadas. 

Os municípios também podem combinar dados de inteligência artificial com dados sobre a população para decidir quais projetos de capital oferecem o melhor retorno ou para se comunicarem com os consumidores em tempo real sobre a disponibilidade e qualidade da água. 

 

Informações Adicionais 

Deseja saber mais sobre gestão inteligente da água? Então, confira o artigo na íntegra produzido por Cheryl J. Goldberg, no Redshift Autodesk. 

Converse com um de nossos especialistas e descubra como nossos serviços e soluções BIM e GIS podem ajudar a inovar e transformar os negócios da sua empresa. Fale com nosso time → 

Você sabia que somos um Centro de Treinamento Autorizado (ATC®) da Autodesk?

Acesse o site da FF University, nossa plataforma EAD de treinamentos e conteúdo BIM e inovação para o setor de AEC.  

Adaptado pela equipe de Comunicação e Marketing da FF Solutions 

Autor original: Cheryl J. Goldberg, para Redshift Autodesk.

Raquel Volpe

Formada em Comunicação Social com habilitação em Mídias Eletrônicas pela Estácio Florianópolis. Integra o time de Comunicação & Marketing da FF Solutions, à frente das ações de Marketing de Conteúdo.

Cadastre-se para receber a nossa Newsletter

Próximos Eventos

Ver Mais >