ESG no segmento de Arquitetura, Engenharia e Construção

Em um momento crítico de mudanças climáticas e com o desafio de encontrar soluções rápidas para a redução das emissões de gases estufa, pessoas, empresas e organizações, em todo o mundo, vêm aumentando seus esforços em busca de estratégias que limitem os impactos do aquecimento global, o ESG é um conceito central para esta busca. 

O ESG usa seus 3 pilares, ambiental, social e de governança, para verificar o quanto um negócio busca reduzir ou reverter seus impactos ao meio ambiente, e o quanto ele se preocupa com o bem-estar das pessoas e com a adoção de boas práticas administrativas. 

O que significa a sigla? 

Environmental ou Ambiental 

Este pilar está concentrado na redução, liquidação ou reversão de impactos negativos ao meio ambiente como o aquecimento global e pegada de carbono, poluição do ar e da água, biodiversidade, gestão hídrica, eficiência energética, gestão de resíduos e conservação de florestas e vegetações. 

Social 

No âmbito social, o ESG foca em não restringir os benefícios das atividades de uma empresa somente à empresa, mas a todas as pessoas envolvidas: colaboradores, investidores, fornecedores, governo, comunidades do entorno, terceiro setor e demais participantes. Questões como satisfação dos clientes, diversidade, engajamento e educação dos colaboradores, relacionamento com o entorno, proteção de dados e privacidade, respeito aos direitos humanos e leis trabalhistas estão envolvidas neste pilar. 

Governance ou Governança 

Por fim, a governança tem foco na gestão empresarial, sobretudo no compliance, chamando a atenção para o aprimoramento das partes administrativas de um setor, trazendo mais transparência e credibilidade para a empresa dentro do mercado. 

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Afinal, onde está o ESG no segmento de Arquitetura, Engenharia e Construção? 

A indústria da construção é fundamental para o desenvolvimento econômico de um lugar. Por meio do setor, cidades recebem inovação e melhorias com obras de infraestrutura, além de moradias, edifícios e espaços comuns que possibilitam mais qualidade de vida à população.  

No entanto, os impactos causados no planeta pela construção civil são excessivos, alto consumo de água e energia, desflorestamento de áreas verdes para dar espaço à empreendimentos, uso de recursos para fabricação de materiais, geração de ruídos e poeira, entre muitos outros. 

Segundo o Architecture 2030, os edifícios geram quase 40% das emissões globais anuais de CO2 e apenas três materiais – concreto, aço e alumínio – são responsáveis por 23% do total de emissões globais (a maior parte disso usada no ambiente construído). 

De acordo com as análises do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), a menos que haja reduções imediatas e em grande escala nas emissões de gases de efeito estufa, limitar o aquecimento a cerca de 1,5°C ou mesmo 2°C estará fora de alcance. 

Pensando nisso, é urgente uma revisão das formas de trabalhar na indústria, revisitando processos para minimizar esses impactos e priorizando o uso de materiais mais sustentáveis como placas fotovoltaicas, bioconcreto, tijolos ecológicos, concreto reciclável, materiais biodegradáveis e outras possibilidades. 

É aqui que BIM e ESG se conectam, já que a metodologia permite construir com maior planejamento, sobrando mais tempo para pensar na sustentabilidade, evita desperdícios e ainda possibilita edificações com melhor eficiência energética e ciclos de vida dos ativos mais duradouros. 

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ESG nas empresas como vantagem competitiva 

Além de colaborar para que tenhamos um futuro possível no planeta Terra, colocar o ESG em prática ainda traz outros benefícios, estes voltados para as empresas. 

Uma pesquisa da PWC revelou que 83% dos consumidores acham que as empresas deveriam estar desenhar ativamente suas melhores práticas de ESG. Além disso, 91% dos líderes empresariais que responderam à pesquisa acreditam que sua empresa tem a responsabilidade de agir em questões ESG e 86% dos colaboradores que participaram disseram preferir apoiar ou trabalhar para empresas que se preocupam com os mesmos problemas que eles. 

Outros pontos que se mostram vantajosos para as empresas são o melhor desempenho financeiro com a maior economia a partir do consumo consciente de recursos e o ganho da preferência dos investidores, sendo hoje o ESG uma das métricas mais valorizadas por bancos e fundos de investimento.  

Bons indicadores em ESG também influenciam na relação com stakeholders, pois mostram a preocupação com a adoção de práticas sustentáveis e maior transparência.  

ESG: uma nova realidade global 

Hoje, adotar medidas ambientais, como o ESG no segmento de Arquitetura, Engenharia e Construção é uma necessidade urgente para garantir o futuro da humanidade e da biodiversidade no mundo. 

Minimizar os impactos ao meio ambiente, é um grande desafio e uma grande responsabilidade para o setor privado. O mundo se transformou, exigindo de todos esforços para a construção de uma sociedade mais inclusiva, ética e sustentável. 

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Raquel Volpe

Formada em Comunicação Social com habilitação em Mídias Eletrônicas pela Estácio Florianópolis. Integra o time de Comunicação & Marketing da FF Solutions, à frente das ações de Marketing de Conteúdo.